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Comunidade dos Amantes da Literatura

CAPÍTULO DÉCIMO QUINTO

LUCIANA

Há vários dias não falo com Caroline. Já telefonei várias vezes, deixei recado no celular e ela não retorna.

Espero que não tenha fugido para sua terra , como sempre acontece quando tem uma decepção.

Nossa viagem foi maravilhosa e jamais tive dias tão divertidos. Mas tenho marido e filhos e não posso arriscar meu casamento.

Viajamos algumas vezes para a montanha, praia ou alguma cidade da região dos lagos, onde passamos dias maravilhosos. Mas minha amiga quer ter comigo uma relação impossível. Exige que assuma perante todos que nos amamos. Sou uma mulher respeitada por todos e não existe nada que compense o que conquistei ao longo desses anos. Quer como prova de seus sentimentos; só ela me quer. Está se transformando numa pessoa insuportável. Detesto de cobranças.

Além disso, respeito meu marido e amo meus filhos. Ela não percebe que jamais admitirei para qualquer pessoa que somos amantes.

Voltei a freqüentar meu grupo de ginástica, biriba e saídas com os amigos para lanchar ou jantares com casais amigos.

Tentei, de todas as maneiras, incluí-la num desses grupos, mas ela se torna desagradável e agressiva

Num jogo de buraco Caroline resolveu me acariciar e ficar grudada a mim. Nossas amigas estranharam e, mais tarde, Ligia perguntou:

- Luciana, o que está acontecendo entre você e Caroline? Achei a postura dela tão reveladora?

- Claro que nada. Você conhece aquela maluca! Talvez esteja enciumada e queira mostrar o que não existe. E parece que consegui!

Fiquei muito zangada e tivemos um briga terrível. Nos ofendemos e dissemos coisas que não devíamos.

Parece que nosso amor não existe mais. Estou cansada e sua companhia já não é prazerosa.

Estou gostando de outra mulher e não me envergonho disso. Somos discretas e civilizadas e ambas querem a mesma: moita

Assim podemos confiar uma na outra.

Desconfio que Luciene descobriu. Telefonou-me triste, chorosa e disse que está muito doente, por isso vai procurar seu médico de confiança, na sua terra.

Não sei se é verdade. Mas na verdade, senti alívio.

Estou livre!

Não há mais nenhuma ponte entre nós

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