Contemplando-te mestra
eu vejo o azul do sonho que imprimiste em mim
Eu vejo a impetuosidada de rios
avassalando-te o conhecimento
Eu vejo mestra a face da ciencia
no teu olhar que náo parece ver'
mas ve a interioridade dos mistérios
Eu sinto vir de tuas mãos o afago
que desliza sobre as páginas de um livro,
o livro que trazes na alma, aberti em leque
Eu vejo teu saber, pairando acesso
em luminosas cores'
por sobre as nossas inutilidades.
Por isso és Ebe! És perene juventude
a decifrar logismos,
a derramar-se plena e plana
no azul do sonho que imprimiste em mim
em mim que aprendi de ti
a pastorear saberes nas vigilias do pensamento
Ensinaste-me, ó mestra,
ter a canção longos murm[urios
que se acendem lânguidos
para aflorarem belos e divinos.
É tua, agora, mestra esta canção,
e nela danção robustas rimas
de gratidão
Tags:
Compartilhar
Facebook
Você precisa ser um membro de Virtual Book para adicionar comentários!
Entrar em Virtual Book